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Reclusos no corredor da morte morrem de COVID-19

Uma série de reclusos que se encontram no corredor da morte na penitenciária de San Quentin, na Califórnia, foram beneficiados com uma decisão do ano passado, quando o governador Gavin Newsom decretou uma moratória suspendendo todas as execuções. O estado não aplica a pena de morte desde 2006, quando uma série de processos na justiça travou o cumprimento das sentenças.

Entre os presos condenados à morte estavam serial killers, assassinos de crianças e integrantes de gangues que cometeram homicídios. Alguns vivem há décadas em San Quentin. Um deles tem 90 anos e mais de cem têm 65 anos ou mais. E mesmo com as execuções por injecção letal terem sido suspensas, a morte tem mesmo conseguido um “atalho” nas celas de San Quentin, e a culpada é a COVID-19…

Nos últimos dias, cinco reclusos no corredor da morte morreram vítimas do coronavírus, de acordo com o que reportou o KHN. Dezenas de outros apresentam sintomas de COVID-19 e muitos outros recusam-se a fazer o teste.

A situação é grave, denunciou em carta a defensora pública Mary McComb: “Os funcionários de San Quentin, especialmente da área médica, estão afundados no caos”, afirmou. Uma série de agentes penitenciários têm feito turnos triplos e nas últimas seis semanas, médicos que atendem na prisão em questão têm trabalhado de segunda a segunda.

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